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1º Trimestre
OPERAÇÂO Turística Nacional
 
de 2006-06-09 14:08:00
"Análise comparativa dos principais indicadores da actividade hoteleira em Portugal relativamente aos primeiros trimestres de 2005 e 2006."


UMA ANÁLISE COMPARATIVA dos principais indicadores da actividade hoteleira em Portugal relativamente aos primeiros trimestres de 2005 e 2006 revela valores sensivelmente identicos no que respeita á ocupação registada nos dois anos e melhorias significativas nos proveitos decorrentes desta actividade.

De facto, de acordo com os sistemas de monitorização da actividade hoteleira da Associação de Hoteis de Portugal (www.ahp-monitor.pt), a ocupação hoteleira nestes dois periodos, medida na ocupação cama e ocupação quarto, variou respectivamente, + 0,03% e 1,58% naqueles dois indicadores, fixando-se nos tres primeiros meses de 2006 em 49,0% e 44,4%, respectivamente.

No entanto, quando verificados os resultados económicos dessa exploração, a variação entre os dois periodos é mais significativa. Até finais de Março ultimo o preço médio por quarto vendido em Portugal em 2006 foi de 57,69 euros , valor que contrasta com os 53,90 euros obtidos no periodo homologo de 2005 (representando assim uma variação positiva de 7%).

Na mesma análise o RevPAR (rácio entre a receita dos quartos ocupados e os quartos disponiveis num determinado periodo) variou positivamente num valor da mesma ordem (7%), tendo contudo a receita média por hóspede aumentado de 96 euros no periodo de Janeiro a Março de 2005 para os 108 euros no mesmo periodo deste ano. Salienta-se ainda nesta análise um aumento, ainda que ligeiro na estadia média por hóspede (1,75%), fixando-se nos 1,87 noites.

Os indicadores turísticos para o ano em curso têm vindo assim, no cômputo geral, a apresentar valores positivos na evolução da frequência turística.

O aumento da taxa de ocupação na maior parte das Regiões de Portugal continental são disso um feliz exemplo.

A ACTIVIDADE POR DESTINOS TURÍSTICOS No MINHO, a taxa de ocupação quarto variou positivamente cerca de 17,23% nos dois periodos, cifrando-se em 2006 em 26,54% (a taxa de ocupação cama no primeiro trimestre de 2006 foi de 26,95%, valor superior aos 24,21% registados em igual periodo do ano passado). Ao mesmo tempo, o preço médio por quarto vendido foi de 44,86 euros, valor que ultrapassa em 7,04 euros o mesmo indicador obtido nos primeiros tres meses de 2005.

Nesta região, no primeiro trimestre de 2006 o RevPAR global fixou-se em 11,91 euros, enquanto a receita média por cliente foi de 70 euros, mais 6 euros do que o valor registado no mesmo periodo do ano passado. Apesar do crescimento observado neste periodo, a estadia média por hóspede decresceu em 2006 face ao mesmo periodo de 2005, passando de 1,42 para 1,18 noites.

No PORTO, o fenómeno da preferência da hotelaria de 5 estrelas, com taxas de ocupação com aumentos na ordem dos 11,6%, provocou, nesta análise comparada entre os dois primeiros trimestres de 2005 e 2006, decréscimos na hotelaria de quatro e três estrelas que na mesma analise registam descidas na ocupação de 12,11% e 14,12%, respectivamente.

Globalmente a ocupação quarto variou negativamente nos dois periodos em cerca de 1,24% (42,55% no primeiro trimestre de 2006), enquanto a ocupação cama aumentou ligeiramente, passando dos 38,51% para os 39,01%.

No que respeita ao preço médio por quarto vendido, este cifrou-se nos 70.76, 52.39 e 46,52 euros, respectivamente nos hotéis de cinco, quatro e três estrelas, valores que representam variações de -1,32%, 1,2% e -1,69% face aos valores homólogos do ano anterior.

Os demais indicadores incluidos nesta análise comparativa do desempenho das unidades hoteleiras na cidade do Porto em 2005 e 2006 (primeiros trimestres), resumidos no quadro, confirmam a baixa na actividade dos hóteis na região do Porto nos dois periodos.

 A Região das BEIRAS apresenta um crescimento positivo nos indicadores de ocupação hoteleira no primeiro trimestre de 2006, face ao mesmo periodo de 2005. A taxa de ocupação por quarto foi no primeiro trimestre de 2006 de 46,16% (+3,88% do que no periodo homólogo anterior), enquanto que a ocupação cama variou 7,59% entre os dois periodos (41,95% em 2005, 45,13% em 2006). Apesar desta variação positiva na ocupação, o preço médio por quarto vendido foi de 44,82 euros, valor que representa um decréscimo de 0,47% face ao mesmo indicador obtido no pediodo homólogo anterior, enquanto o RevPAR aumentou de 20,01 euros para 20,69 euros, nos mesmos periodos em análise comparada.

Em complemento a estes dados, a região das Beiras observou um aumento de dois euros na receita média por cliente (63 euros no primeiro trimestre deste ano) e um aumento de 3,05% na estadia média (1,34 noites no mesmo periodo).

A actividade global da hotelaria da Região do Oeste apresentou um aumento, ainda que ligeiro, de 1,59% na taxa de ocupação, fixando-se no primeiro trimestre de 2006 nos 37,86%; ao mesmo tempo e face aos dois periodos em análise neste documento, a ocupação cama passou dos 30,2% em 2005 para 32,39% no periodo homólogo do corrente ano.

Nesta região o preço médio por quarto ocupado registou no primeiro trimestre de 2006 um valor de cerca de 65,43 euros e o RevPAR no mesmo periodo um valor de 24,77 euros, tendo-se verificado um decréscimo na receita média por cliente em cerca de 8 euros (102 euros no primeiro trimestre de 2005, 94 euros no periodo equivalente no corrente ano).

Pelo contrário, a região da COSTA AZUL sofreu uma quebra de 4,26% na taxa de ocupação quarto, tendo o preço médio por quarto venddo acompanhado essa quebra, fixando-se nos 40,59%, menos 10,37% face ao período homologo de 2005.

No primeiro trimestre de 2006, face ao período homológo anterior, as unidades de cinco e quatro estrelas em LISBOA apresentam um aumento da taxa de ocupação (8,87% e 9,78%, valores absolutos, respectivamente), enquanto o mesmo indicador nas unidades de três e duas estrelas registaram decréscimos, valores absolutos, de 6,72% e 0,1%, respectivamente.

Duma forma geral, a ocupação quarto e cama nos primeiros trimestre de 2005 e 2006 segue conforme se indica no quadro seguinte.

No que respeita ao preço médio por quarto vendido, ele manteve-se praticamente o mesmo em 2006 (1ºT), 71,81 euros, face ao valor de 2005 (1ºT), 71,9 euros.

Assinala-se, contudo, nesta análise entre os dois periodos uma melhoria nos valores de RevPAR, uma vez que aos 37,31 Euros registados no periodo em análise de 2005 sucede um valor de 41,69 euros no periodo homólogo de 2006.

De forma semelhante varia a receita média por cliente, que se cifrou durante o primeiro trimestre de 2006 em 107 euros, mais cinco euros do que no primeiro trimestre de 2005. A estadia média neste destino variou positivamente em cerca de 4,41%, fixando-se em 1,51 euros durante os meses de Janeiro a Março deste ano.

Ao contrário de Lisboa, a hotelaria de ESTORIL-SINTRA regista em todos os indicadores decréscimos no primeiro trimestre de 2006 face ao periodo homologo de 2005. Tal pode ser sintéticamente demonstrado no quadro seguinte.

No ALGARVE, relativamente aos dois periodos em análise neste documento, verificam-se comportamentos distintos na ocupação e na receita. Assim, relativamente ao primeiro trimestre de 2005, a taxa de ocupação quarto e cama em 2006 regista ligeiras quebras, fixando-se os 49,3% e 39,49%, respectivamente.

No entanto, o preço médio regista no periodo em análise de 2006 um valor de 37,07 euros, valor superior ao que se verificou em 2005. O mesmo comportamento verifica-se aliás com o RevPAR, que sobe de 17,4 euros no primeiro trimestre de 2005 para 18,28 euros no periodo homólogo de 2006 e com a estadia média, que nos periodos em análise subiu das 2,37 noites para as 3,38 noites.

Nos AÇORES, a ocupação quarto e cama fixaram-se no primeiro trimestre de 2006, em 31,62% e 25,48%, respectivamente. Neste periodo o preço médio por quarto foi de 52,07 euros e o RevPAR de 16,47 euros, valores que representam variações de 14,59% e -17,33%, respectivamente, face aos mesmos indicadores no periodo homólogo de 2005. A estadia média aumentou 7,52% no periodo em análise de 2006, fixando-se nas 2,84 noites, valor que representa uma variação positiva de 7,52% face ao periodo de Janeiro a Março de 2005.

Na MADEIRA, a ocupação quarto e cama variaram positivamente entre os primeiros trimestres de 2005 e 2006, conforme se depreende do quadro seguinte. No mesmo periodo os valores de preço médio por quarto vendido e RevPAR variaram negativamente, uma vez que aos 58,40 euros do primeiro daqueles indicadores, obtidos no primeiro trimestre de 2005, sucede um valor de 53,99 euros no primeiro trimestre do corrente ano e no segundo, com um valor em 2005, de 39,40 euros, regista-se no periodo de Janeiro a Março de 2006 um valor de 38,23 euros.

Uma informação completa e detalhada complementar á análise aqui sumarizada, assim como toda a ficha técnica que lhe está associada, pode ser acedida no sitio dos monitores da AHP por todos os aderentes do sistema e entidades oficiais parceiras da Associação de Hóteis de Portugal e do seu Gabinete de Estudos.





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